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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Universo de despedidas

" Sempre precisei, de um pouco de atenção. Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto! Nesses dias tão estranhos..."

Precisei des estímulos para vir aqui, desempoeirar este local que a muito não visitara. Quero fugir dessa dor que me assola, venho em estado de dor intensa e vim me despedir. Despedir do sofrimento do inevitável, depedir da dor da partida iminente. Nem sei ao certo como ainda é seu cheiro, seu colo ou seu sorriso. Sua energia ao falar as mesmas coisas querendo meu bem. Suas orações repetidas, sua água encima do rádio velho sintonizado na radio globo. A leiteira vervendo e assubiando dizendo que o leite estava bom, mais cuidado pra não queimar a boca pois está quente. Do jiló frito e da carne com cebolas que um dia estava no velho fogão que uma boca não acendia direito. Despedir dos cabelos finos que não pendiam uma presilha sequer, do sorriso dele que não pude descrever no dia dos pais. Dói saber que está chegando perto sua partida vó, quem me carregou nos braços, quem me viu crescer... Tudo tem seu fim, o vô Irineu já está te esperando e que nos conforte quando a partida for inevitável. Te amo, sempre amarei, do seu Red.